4 de junho de 2008

Entrevista com o músico Russo

Não esqueço de onde eu vim...
Matéria produzida para o Rudge Ramos Jornal

Mesmo quando o sucesso é alcançado, alguns artistas não esquecem suas origens. O músico Russo é um exemplo. Nascido em Santo André e com mais de 20 anos de carreira, é conhecido em toda a região. Fez diversas apresentações para aberturas de shows de nomes como Capital Inicial, Ira!, Nando Reis, Zé Ramalho e Skank e bandas internacionais como o Nazareth, além de sua participação no programa Raul Gil, que o levou ao reconhecimento nacional.
Em sua juventude foi guitarrista de várias bandas e no ano de 1999 iniciou a carreira solo. “Quando comecei, tinha auto-estima baixa perante a relação do artista com mídia”, diz o cantor. Segundo ele o estímulo ao artista por parte da mídia é fundamental para o crescimento. Esse incentivo era grande preocupação para Russo, porém com o tempo percebeu que tudo era diferente: “Aprendi a curtir o fato de simplesmente tocar e fazer o meu melhor” afirma Russo.
Durante a sua carreira Russo pode observar a existência de um estereótipo para que o músico alcance o sucesso. Segundo ele, até os próprios artistas acreditam que o fato de serem do ABC os atrapalha na carreira e que as conquistas só podem ser realizadas na cidade de São Paulo. Deste modo, os próprios músicos esquecem do seu próprio talento e culpam o lugar da onde vem ou aonde está pelas suas decepções. “Hoje as pessoas pensam que eu falo isso só porque tive sorte. Na verdade o segredo está dentro de você. Você tem que acreditar que é possível realizar seu sonho nascendo aqui ou no interior”.
Apesar da posição de alguns músicos, Russo afirma que o maior incentivo a sua carreira veio dos moradores da região, que é o seu berço, o lugar onde as pessoas o cativam. “Só tenho a agradecer as pessoas que me acolheram. O ABC é tudo para mim”, afirma o cantor. O público fiel lota os shows de Russo, sejam em teatros, parques ou mesmo nas noites da região.
É todo esse carinho que faz com que Russo, mesmo com o sucesso, continue a se apresentar na noite do ABC. Embora queira desenvolver seu trabalho cada vez mais, o contato com o povo é muito gratificante para o músico: “Às vezes estou em palcos enormes, mas eu desço e vou para o meio do povo e é incrível. Acho que nunca vou deixar de fazer isso”.
A paixão com que Russo faz seu trabalho nas noites do ABC faz com que o mesmo não se importe em dividir a atenção com outros fatores. As pessoas saem não só para ouvir uma boa música, mas sim para comer, beber, conversar com os amigos. O cantor está tão acostumado que a sua primeira experiência de shows em teatros foi a princípio assustadora. “Não tinha garçom, nenhuma porção de queijo provolone, não tinha nada. Eu pensei: Será que o pessoal vai vim me ver?” brinca Russo. E mais uma vez ele foi surpreendido. Todos os ingressos haviam sido vendidos três dias antes e aproximadamente 400 pessoas assistiram a apresentação.
Para os músicos que desejam ter uma carreira e já passaram por frustrações, Russo conta a sua experiência “Quando eu comecei, por vários momentos eu falei não... a minha vida é só isso aqui mesmo,só tocar em barzinho. As pessoas tem isso, eu conheço muitos músicos que estão com essa síndrome na cabeça até hoje”. Segundo ele o maior segredo é acreditar em si mesmo e ser verdadeiro: “Se você não for verdadeiro a frustração vai ser tão grande que você vai parar de cantar e vai mudar de profissão, porém se o artista foi verdadeiro ele se alimentará do próprio sonho e ele o moverá até a realização do mesmo sonho pois esse jamais pode morrer”.

14 de abril de 2008

Camila

por Douglas Carvalho

Usar peruca não é das coisas mais confortáveis do mundo. Mas a menina só foi perceber isso na hora em que a fantasia ficou pronta. Ou quase pronta: ainda faltavam os óculos de lentes roxas. Agora sim. Praticamente uma Mutante com o cabelo cor de salsicha.


A réplica que Camila Diniz fez da Rita Lee ficou mais divertida do que fiel. Mas não importa. Junto com ela na encenação teve Elvis Presley, Baby Consuelo, Virginia Woolf com o cigarrinho na mão – aquele cigarrinho...

No caminho do palco, Mick Jagger faz um sinal de jóia para desejar boa sorte silenciosamente. Rita-Camila faz um sinal da cruz – religiosa como sempre – e manda bala na apresentação. Os anos 60 não seriam a mesma coisa sem essa turma. Nem os anos 60 nem o começo dos anos 2000. Só que desta vez, a turma era de mentirinha, num dia de festa no Colégio Coração de Jesus, onde cada um tinha que incorporar uma personagem.

Mas a personagem de Camila durou muito mais do que os minutos na frente da platéia. Na verdade, ela já nasceu na pele da persona. Mas não na da Rita Lee “Uma incógnita, eu diria”, brinca com a situação. A frase guarda um grande trocadilho: Incógnitas era o nome da banda que ela fazia parte. Qual foi o motivo do fim do grupo? “Bom, isso é outra incógnita”.
Com saudades, ela relembra: “Era banda com bê maiísculo. Tinha de tudo. Até uma moça que fazia percussão com latinha de pomarola”.

A música faz parte da sua vida desde cedo. Seja entre os amigos, entre os ídolos da adolescência – que ela leva até hoje – ou nas manhãs de domingo, quando faz parte da banda que toca na igreja. Quer conhecer o som? É só visitar as missas da Catedral do Carmo. Ou ler algumas matérias do Jornal da Paróquia. Além da música, esta é outra paixão da jovem Camila: o jornalismo.

Os desejos da garota misturam os sonhos de menina com os objetivos profissionais: conhecer Jon Bom Jovi. Fã declarada desde os tempos de It’s my life, quem sabe além de conhecê-lo, fazer uma entrevista e ganhar uma capa de revista. Enfim, planos para o futuro. Emoção parecida, provavelmente só quando ela estava presente na visita do papa Bento XVI ao Brasil. A religião ela não larga nunca. Quem sabe estes planos todos venham na forma de dádivas dos céus. Ela aguarda. Mas enquanto isso continua trabalhando.

16 de março de 2008

Produzindo...

Bem, realmente eu esqueço de escrever aqui. Então para atualizar um pouco deixarei os links dos trabalhos realizados na faculdade. São Videoreportagens produzidas para o Jornal da Metodista.

Mulheres e perspectivas para o futuro:

Pauteira: Anna Vesely
Repórter: Ana Raquel Samadello
Editora: Camila Diniz (!!!)

http://mais.uol.com.br/view/9p4y0ig452qu/populacao-feminina-em-sbc-e-95-maior-que-a-masculina-040262C8C103A6?types=A&

Aumento dos impostos nos alimentos da cesta básica

Pauteira: Ana Raquel Samadello
Repórter: Camila Diniz (!!!)
Editora: Anna Vesely

http://mais.uol.com.br/view/9p4y0ig452qu/impostos-aumentam-preco-da-cesta-basica-em-24-040268D4A96386?

13 de maio de 2007

Mensagem

Depois da visita do Papa ( o texto ainda não ficou pronto, são muitas coisas a falar) e dos momentos vividos, conheci neste sábado o Pe. Juarez de Castro que esteve presente na Catedral. Uma pessoa maravilhosa, um padre contagiante. Nunca tinha visto uma celebração igual.Apesar da correria das pessoas que queriam chegar perto, conversar, tirar fotos, ele me concedeu uma pequena entrevista e deixou essa mensagem:


“Para que vocês continuem sendo essa igreja vibrante e atuante. Uma Igreja que realmente se coloca aos pés do Senhor para escutar e se coloca depois como missionário. Isso é muito bonito. Que vocês continuem sendo assim. E deixando que Nossa Senhora abençoe agora e sempre”


Ok ok... eu também pedi uma foto....


Retorno

O blog estava esquecido...eu sei... e me culpo por isso. Decidi então para que eu consiga atualizar com mais frequência não colocar textos apenas literários, frutos da imaginação ou de momentos de raiva ou fraqueza. Não vou mais escrever para os outros, vou escrever para mim, e prometo que não darei mais a mesma desculpa...


É falta de inspiração.

5 de setembro de 2006

O grito

Sinto-me velha. Não tenho mais a disposição que apresentava antigamente. Sentada vendo o tempo, poeira, tudo passando.Será que o fato de avançarmos para uma nova etapa traz tanta falta de otimismo? Será que as obrigações me subiram tanto a cabeça para que eu não consiga enxergar mais nada? E a poeira passa... Tento esconder com ela as falhas dos outros, além das minhas é claro, mas ela sempre passa. Eu permaneço, apenas eu. Enrijecida, como uma pedra.
Em um dos raros momentos em frente a televisão, fiquei sabendo que a obra O grito, de Edvard Munch tinha sido encontrada. Quem nunca teve um livro na escola que apresentava essa pintura. Apesar disso, nunca tinha observado com atenção o tamanho da angústia que ela traz, a tentativa de libertação através da voz que não sai da tela. Hoje me sinto como o grito, parado, angustiado, tentando, na esperança que alguém possa observar com mais atenção.

22 de agosto de 2006

Dúvidas

Começo hoje algo que não sei se durará muito tempo. Não é fácil transcrever a si mesmo, trazer a vista de todos o seu verdadeiro eu, provar aos gigantes a sua capacidade, sentir-se melhor... Tenho receio dos gigantes, tenho medo do que vou encontrar, mas se Davi conseguiu matar Golias.... quem sabe.
Não sou filósofa, não sou cômica... não sei o que farei aqui. Minhas maçãs ultimamente caem a todo momento caro Gauche...... talvez eu me inspire nelas para escrever e assim quem sabe diminuam as minhas contradições, as minhas dúvidas.
Hoje quero começar um novo tempo... um dia enfim, poderei ser como os gigantes...